“A medicina brasileira mudou muito com a tecnologia” - Dr. Pedro Baldi Júnior
Para iniciar a temporada de entrevistas com os associados da Associação Paulista de Medicina – APM Itu, o nome escolhido foi o Dr. Pedro Baldi Júnior, 70 anos, formado em medicina pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, que atualmente é a Unirio, na década de 70.
Com atuação no Hospital e Maternidade N. S do Mont Serrat – Salto/SP, Santa Casa de Itu – Itu/SP, IPAM - Instituto de Pronto Atendimento e UNIMED Salto/Itu, Dr. Pedro Baldi, especialista em gastroenterologia, também atua como Médico do Trabalho com passagens pela Brasital S/A depois Santista Têxtil, Italtractor Pichi, Nord, Segmed e Unimed.
CAPA CONHECE O DR PEDRO
- O que motivou escolher a medicina e a especialidade nas áreas de Gastroenterologia e Medicina do Trabalho?
Fatos que marcam a infância, geralmente contribuem para decisões futuras. Quando tinha aproximadamente 10 anos, minha mãe foi operada do estomago no Hospital Matarazzo (a clássica Billroth).
Naquela época, o pós-operatório era terrível, ou seja, durante um ano o paciente era obrigado a seguir uma dieta restrita. Para complicar ela teve como sequela Síndrome de Dumping clássica e isso tudo me marcou muito. 
Já quanto a Medicina do Trabalho também teve influência familiar. Meu pai era canteiro (trabalhador em granito). Essa profissão convivia com acidentes constantes (corpo estranho nos olhos, lesões as vezes graves em membros) e a temida pneumoconiose, no caso a silicose. Acompanhei de perto um acidente onde ele perdeu parte da terceira falange do indicador direito, com longa e dolorosa recuperação.
- Como avalia a medicina atualmente e o que ainda precisa ser melhorado?
Comparando a medicina atual com a que era praticada quando me formei há uma diferença muito grande, a tecnologia resolve hoje de forma menos invasiva e muito mais segura, com meios diagnósticos mais precisos, facilitando assim nossas tomadas de decisões. O que precisa ser melhorado é que toda essa tecnologia seja acessível a todos os brasileiros sem distinção.
Me recordo do seriado Jornada nas Estrelas onde o Dr. Leonard McCoy realizava procedimentos inimagináveis para a época e que hoje com a tecnologia parece que estamos vivendo aquela ficção.
- Qual o estágio que considera a qualidade da medicina brasileira em comparação ao restante do mundo?
A medicina brasileira é muito desigual, pois transitamos entre aquela praticada no primeiro mundo e a mais precária praticada ainda na maior parte do país.
- Qual a importância de um atendimento humanizado?
Quando o paciente procura o médico, geralmente encontra-se fragilizado e necessita de toda a atenção por parte da equipe médica. Sendo assim todo atendimento deve considerar a integridade do paciente, pressupondo a qualidade no tratamento técnico, mantendo sempre um relacionamento de acolhimento entre paciente, familiares e equipe médica.

 

 

 

A arte de curar! Expressão nobre (e merecida) utilizada até então como sinônimo da ciência médica, atualmente, muito se mostra vazia, sem a mesma força e relevância de outrora.
Hoje, infelizmente, como se demonstrará no decorrer desse texto, o ato médico enfrenta certa banalização. 
Fica a pergunta: O que levou aquela que era a mais nobre das profissões ser tão questionada?
Decerto são várias as circunstâncias, porém não resta dúvida que o principal motivo certamente é o conceito mercantilizado atualmente adotado ao serviço médico, mesmo tendo como objeto contratual o bem mais valioso da pessoa humana: a vida.
Fato é que a mercantilização do serviço médico transformou de forma significativa a relação médico-paciente, deixando de lado tradicional laços de proximidade e envolvimento, para se tornar em serviço formal, pautado numa relação de consumo, cercado de aspectos legais, muitas vezes distorcidos, que resultam nessa inexorável realidade.
Como consequência a esse fenômeno de transformação social, adveio a judicialização dos conflitos de forma excessiva. Isso porque, a linha tênue existente entre a atuação do médico com autonomia e liberdade e a observação aos ditames jurídicos estabelecidos numa relação de consumo, somado ao envolvimento sentimental inerente da própria relação, facilita o questionamento e consequente formação de lide, muitas vezes de forma sumária e apartada da realidade.
De outro campo, perfazendo um verdadeiro círculo vicioso por conta desse fenômeno, é o reflexo na postura do profissional médico, do qual deixa de ter a preocupação exclusiva com saúde do paciente como em outrora, pela necessidade de cumprir obrigações formais como meio de prevenção para afastar eventual responsabilização futura.
Outra circunstância geradora dessa drástica alteração no relacionamento médico-paciente, sem dúvida nenhuma ocorre em virtude da facilidade no acesso as informações. Não é raro nos depararmos com fontes de informações, seja ela no campo físico ou virtual, que “analisam” sintomas, fornecem diagnósticos, indicam terapias, fomentando um verdadeiro campo de dúvidas e conflitos. Observamos então um aumento significativo nas demandas, não só na esfera cível, mas também na esfera criminal, do qual tem como escopo pedidos de condenações e compensações pecuniárias baseado no suposto “erro médico”. Esses sintomas são comprovados em números.
Veja: De acordo com dados do Superior Tribunal de Justiça, nos últimos 12 anos o país teve um aumento de 1.600% no número de processos judiciais envolvendo médicos, sendo os seguintes estados que originam mais processos: Rio de Janeiro (25,69%), São Paulo (19,27%), Rio Grande do Sul (15,92%), Paraná (6,7%) e Minas Gerais (6,14%).
No ranking das reclamações judiciais estão as causas assim classificadas: morte, sequelas motoras, necessidade de novas cirurgias, perda de órgão ou função do organismo, dores, constrangimentos, depressão, sequelas neurológicas, gravidez indesejada após procedimento esterilizante, cegueira, corpo estranho abandonado no organismo, erro grosseiro no diagnóstico, paraplegia, tetraplegia.
Em relação ao ato médico considerado como a ilicitude que faz lastro as demandas, temos a negligência, imperícia ou imprudência (60,3%); Problemas na relação médico-paciente (9,5%); Faltas éticas na relação entre médicos (5,7%); Publicidade médica (4,7%); Exercício ilegal da profissão (4,2%). 
Ainda, para melhor dimensionar esse fenômeno de transformação e a crescente judicialização do serviço médico, muitas entidades de ensinos jurídicos criaram cursos de extensão e pós-graduação intitulada “Direito Médico”, que estuda, particularmente, a natureza da relação contratual decorrente do serviço médico. Nenhuma outra profissão possui tal distinção no meio acadêmico jurídico. Há aqueles que defendam como causa principal do aumento da judicialização do serviço médico a baixa qualidade e má formação de grande parte dos profissionais.
Não coadunamos com a posição, apesar de concordar que tal preocupação existe no mercado, ante a proliferação do ensino médico no país.
Por fim, é certo que a classe médica está diante de um desafio.
Estabelecer o equilíbrio entre o desempenho da medicina com autonomia e liberdade, típicos da atividade médica, sem perder de vista a necessária cautela para prevenir as implicações jurídicas inerentes na atuação.

Dr. Rodrigo Tarossi Advogado

Sócio Proprietário do Escritório Rodrigo Tarossi Sociedade de Advogados
Presidente da 53ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil - Itu/SP
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Caros colegas!

Em nome da APM Regional de Itu parabenizo a todos vocês pelo "Dia dos Médicos" e desejo também melhores dias para a nossa classe que tem sofrido muito nestes últimos anos; somos explorados pelos planos de saúde, culpados pela situação atual da saúde do nosso país, vítimas da judicialização, além de sentirmos na pele a desvalorização da nossa remuneração o que nos obriga a trabalhar mais para manter a nossa condição social.

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Em Setembro a APM Regional de Itu comemora o seu primeiro ano, e com o apoio da Prefeitura Municipal de Itu, estará trazendo para a nossa região a Palestra sobre “Loucura e Crime” pelo renomado Psiquiatra Forense Dr. Guido Arturo Palomba que falará sobre as principais doenças mentais e os crimes a elas relacionados; é uma grande oportunidade para conhecer um pouco deste profissional reconhecido em todo o mundo!

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Neste mês, inicia-se o ciclo de palestras “Cirurgia Pediátrica para Pediatras” na sede da APM Regional de Itu no Unicenter, pelos Cirurgiões Pediátricos Dr. Elvércio P. de Oliveira Jr. e Dra. Renata de B. Guerra Pinotti, que apresentarão, de uma forma prática e objetiva, a visão e a abordagem do cirurgião nos temas freguentes no dia-a-dia do pediatra como Urgências, cuidados com gastrostomia e colostomia, infecção urinária e na constipação intestinal.

Ontem, dia 06/08, a APM Itu realizou no auditório do Unicenter mais um evento com a  Palestra "Principais Doenças apresentadas de formas diferentes em Mulheres e Homens" ministrada pela Dra. Marilene Rezende Melo, vice-presidente da ABMM (Associação Brasileira de Mulheres Médicas) que, com sua graciosidade e simplicidade, tornou uma noite fria e chuvosa em uma noite alegre e com grandes revelações sobre os cuidados e as diferenças no diagnóstico de patologias das mulheres em relação aos homens, chamando sempre a atenção para o diagnóstico precoce destas doenças; a Dra. Marilene esclareceu que doenças, como por exemplo o Infarto Agudo do Miocárdio, se manifesta de forma diferente nas mulheres e, desta forma, muitas vezes não é diagnosticada a tempo; hoje o Infarto na mulher mata mais que o câncer de mama e causa a morte em uma a cada três mulheres.

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O atual sistema de saúde pública respira com ajuda de aparelhos porque, lá na sua origem, não houve a preocupação de provê-lo de recursos para acompanhar as mudanças impostas por duas variáveis previsíveis e que se revelaram devastadoras para um modelo romântico, surreal e meio demagógico: o incremento exponencial de dependentes em função da falta de planejamento familiar da população mais necessitada e o aumento real do custo da medicina moderna enriquecida de tecnologias em constante evolução. Ninguém ousaria considerar lamentável o aumento da idade média da população, observável em curva ascendente a cada década, mas também nenhum gestor pode ignorar o quanto a festejada maior longevidade acrescenta de despesas com o cuidado de mais doenças degenerativas.

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A APM Itu está trazendo na próxima segunda-feira às 20 horas a Dra. Marilene  Rezende Melo, vice-presidente da Associação Brasileira de Mulheres Médicas com a palestra sobre as “ Principais doenças que se apresentam de forma diferente em mulheres e homens”. Ela apresentará as doenças de maiores riscos de morbidade e mortalidade para as mulheres, entre elas a doença cardiovascular, acidente vascular cerebral, osteoporose, obesidade e infecção urinária; mostrará ainda as suas manifestações clínicas e fatores de riscos associados, e a diferença com os homens.

Esta palestra já percorreu varias cidades do Estado de São Paulo e teremos esta oportunidade na próxima semana;

Participem! Prestigiem os Eventos Cietíficos da APM Regional Itu!

É necessário confirmar presença nos telefones da APM : ‭(11) 2715-0313‬ e ‭(11) 94877-2856

Notícias falsas espalhadas em sites e redes sociais chegam à Saúde, com prejuízos e risco a profissionais de Medicina e pacientes

Uma extensa mensagem de áudio tem circulado no WhatsApp nas últimas semanas alertando sobre a capacidade de a cebola cortada atrair bactérias e, assim, provocar uma série de  doenças. Em mais um caso recente de fake news na área da Saúde, as pessoas eram incitadas a não tomar Paracetamol com a inscrição P-500, pois supostamente estaria infectado com o vírus Machupo (transmitido por uma espécie de roedor da Bolívia nos anos 1960).

 

É com grande satisfação que iniciamos o site da APM Itu e esperamos que todos possam ter acesso a tudo que a APM oferece para o seu associado!

A APM é Regional, porque além da cidade de Itu, engloba as cidades de Salto,Porto Feliz e Cabreúva;  surgiu na oportunidade dada pela APM estadual, com uma nova e moderna sede, além do subsidiamento de todas as despezas por 2 anos e, desta maneira, a APM foi inaugurada em Agosto de 2017. 

A APM Itu traz para os médicos associaods muitos benefícios com seus parceiros, como podem conferir neste site, uma defesa profissional sem custo, e a oportunidade dos médicos se unirem e, amparados por esta instituição, lutarem por melhores remunerações e melhores condições de trabalho tanto no setor publico como no privado.

Espero que possam encontrar aqui as ferramentas necessárias para avaliarem as vantagens de ser um associado APM!

50 anos do Primeiro Transplante Cardíaco no Brasil: O que mudou?

Em 1968 quando o Professor Zerbini realizou o primeiro transplante de coração da América Latina, o sexto do mundo, no HC-FMUSP, havia muita controvérsia em relação ao diagnóstico de morte cerebral. Todo o tratamento era muito incipiente, assim como, a estrutura das Unidades de Terapia Intensiva, a preservação do órgão fora do corpo e mais crítico ainda para o sucesso dos transplantes era a imunologia, pois se conhecia muito pouco sobre rejeição e havia poucos medicamentos capazes de combate-la.

A Telemedicina é uma ferramenta que auxilia o trabalho dos médicos, reforça presidente do Congresso

Para abordar os avanços e desafios da Telemedicina brasileira, o presidente Científico e do Conselho de Curadores do Global Summit Telemedicine & Digital Health - evento promovido pela Associação Paulista de Medicina e pelo Transamerica Expo Center, que ocorre de 4 a 6 de abril de 2019 -, Jefferson Gomes Fernandes, participou da reunião de diretoria da APM, realizada na última sexta-feira (13).

12/07/2018 - Nota de repúdio

A Associação Paulista de Medicina – APM, por sua Diretoria, vem aos médicos do estado de São Paulo repudiar veementemente todas as notícias inverídicas, acusatórias e infundadas que vêm sendo divulgadas sobre a Entidade e seus Diretores, irresponsavelmente, por um pequeno grupo de pessoas em redes sociais e em um site específico.